27 de out de 2010

O FIM DA JORNADA

Izabel Sadalla Grispino




A velhinha estava tão cansada...
Recostou-se no tronco da árvore,
Fixou o olhar distante, parada,
Tombou a cabeça, dormiu no mármore.

O velho corpo exaurido
Ultrapassou a incógnita fronteira,
Para o plácido céu, sem partido,
Fechou, em paz, a última porteira.

Partiu para a etérea esfera,
Para o pouso da eterna morada,
Ponto final dos sonhos de uma era,
Foi viver diferente jornada.

Saiu dessa sufocante fornalha,
Para encontrar seus antigos amores,
No adeus, os seus sonhos, da mortalha,
Fizeram nascer um chão de flores.

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