22 de fev de 2015

Não tenha medo do amor!





Muito se fala em amor. Ele inspira poetas e compositores. Ele é enredo de cartas apaixonadas entre casais. É tema de cinema, livros e novelas. No entanto, sei realmente o que é o amor?

Talvez eu tenha a visão romântica desse sentimento, aquela que me faz lembrar os coraçõezinhos e cupidos pelo ar, mas e o amor desinteressado? Pois a paixão só se torna amor quando há um retorno de quem se quer, porém o amor não se resume a isso, ou melhor, vai muito mais além.

OK! Sei amar fora da paixão e da conjugalidade, pois amo meus pais, familiares e amigos. Quero o bem deles. Todavia, qual é o grau de amor que nutro por aqueles que nem mesmo conheço?

Na correria da vida moderna passo com pressa pelos outros, e dessa forma, talvez, nem tenha percebido o que a fisionomia daquela pessoa que esbarrou em mim poderia dizer. Não tenho interesse em saber como vai a vida de toda aquela gente que anda de um lado para o outro, pois na selva de pedra é cada um por si:

 – Ora, mau dou conta das minhas emoções, quanto mais darei as de desconhecidos!

Pois é, cada pessoa é uma vida, uma alma, um coração que bate e está predisposto a sofrer ou se alegrar. Cada olhar é um código, uma lágrima ou apenas um gesto de gratidão ou felicidade. Mas afinal, isso não me interessa! O que o amor tem a ver com isso? TUDO!

O amor tem tudo a ver com aquilo que sinto ou deixo de sentir por todos. Se meu coração é endurecido, falta-me amor. Se não dou a mínima para aquela pessoa que assim como eu pode estar sofrendo por tantos motivos, é sinal de que desaprendi a amar ou nunca amei. 

Acredito que o amor só se torna verdadeiro quando é latente dentro de mim, gerando inquietação, compaixão e um desejo incontrolável de fazer algo para ajudar quem de alguma está pedindo socorro.

Amar a esposa ou o marido é muito fácil, é apenas uma troca.

 Amar um sujeito sujo, mau cheiroso, bêbado, drogado, isso sim é desafiador. Quando a minha alma grita em um tom mais alto do que meus preconceitos e temores, é porque meu coração é realmente “de manteiga”, é porque compreendi o “amar ao próximo como a mim mesmo.”

O amor completo é esse! Se meus conceitos ainda falarem mais alto do que meus sentimentos, é sinal de que meu interior ainda está imaturo e incompleto. Não existe meio amor, ou se ama, ou não se ama. Ou é quente, ou é frio!

E Jesus exemplifica esse amor na cruz, doando-se por todos nós, inclusive por aqueles que se declararam seus algoses. Amar é ir além, muito além dos meus desejos rasos e egoístas. Amar é fazer sempre do outro o principal. É ser feliz por gerar felicidade. Amar é um dom de Deus, e se o quiser, basta dar o primeiro passo, pedi-lo! Não tenha medo do amor, pois ele só te fará bem.

Amar é conhecer a intimidade de Deus, mesmo quando não se percebe isso.

Que o amor de Cristo te encharque e te complete para que a cada dia ame mais e mais... de verdade!



Um abraço carinhoso,
Mateus.
22/02/15

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